lunes, 28 de junio de 2010

klínica do oitavo andar

A Clínica do Oitavo andar ∞ convoca à uma intersecção entre tensões da Clínica, Filosofia e Arte como criadores de pensamento enquanto experiência de vida.
Um convite ao indeterminado, à impermanência e à multiplicação: O encontro de linhas que se entrecruzam e formam dois zeros, uma transpassagem, ou seja, o infinito.
Este encontro é atravessado por uma atemporalidade das idades de um devir-mulher; permeados por uma clinica expandida que pulsa no tempo da co-existência, dos transbordamentos de multiplicidades, copo cheio, corpo preenchido e horizonte.
Zonas de composição entre a arte e a clínica, e é juntamente com a proposta da vida-clínica, clínica-vida que extraímos uma intersecção de tensões para pensar e habitar o que pode a clínica. Um chamado de pontes, mas não para ficar sob as águas, nem sob os abismos, mas para passar, para criar e ser a passagem, esse atrito que nos colore, tensões desses encontros que não é a clínica pela clínica e nem a arte pela arte, e sim um movimento que seja como dispositivo, um território micro político da diferença. O abrir, expandir da clínica implica uma problematização da questão ética.

Abriremos no dia 2 de julho, no mês 7 do ano 2010 uma nova possibilidade de habitar esse espaço. Falamos de quem sabe uma vidência da arte juntamente com a vidência da clínica.
“O Cinema” nos mostra o mundo que cabe em nossos desejos” como fala Godard, “Arte e Tecnologia”, os corpos permeados e parafusados em nós enquanto máquinas pulsantes, “A Escultura, Gravura, Desenho” como a obra-espírito, “A Literatura na Clínica” nasce como um ponto e começa “quando nasce em nós uma terceira pessoa que nos destitui do poder de dizer eu” como Blanchot afirma.
A convocação desse convite é a afirmação da obra como espaço clínico e façamos das palavras do Artaud as nossas:

“ Allí donde otros proponen obras yo no pretendo outra cosa que mostrar mi espiritu. La vida consiste em arder em preguntas. No concibo La obra como separada de La vida. No amo lá criacion separada. No concibo tampoco El espírito separado de si mismo...”

Heloísa Franco                                 Marisa Greeb                               Patrícia Camelatto

1 comentario:

  1. Em 2010 demos abertura a um diálogo entre artistas, filósofos e clínicos. Hoje é um espaço de produção de pensamentos costurados com a vida e suas experiências. São contos, casos, coisas vividas que pedem expressão há muito tempo e já não podem ser silenciadas. Pedem passagem. E eu vou contar estes contos.
    Heloisa Antônia Franco. Contadora de histórias.

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